Meu 2° LP / Suíça “Maria da Paz”

Foi gravado no estúdio Transamérica do Rio de Janeiro com arranjos de Gilson Peranzzetta , Lincoln Olivetti e Nilton Rodrigues e produção de Gabriel O’ Meara. Foi lançado em 1983 pela mesma gravadora. Graças a ele, recebi o convite que mudou o rumo da minha carreira e da minha vida: Cantar na Europa, começando pela Suíça.

Em 1985 fui, através da Suíça Jocelyne Aymon, para realizar uma tournée de três mêses no seu país e acabei ficando quase 6 anos na terra do chocolate e do queijo, na cidade de Bex, perto de Montreux.
Me apresentei em teatros, festivais, shows de rádio e televisão. 

 

Recife / São Paulo

Alguns anos depois, mudei para Recife, e comecei uma nova etapa, cantando na noite em casas de shows e me apresentando em programas de televisão.
Foi nessa época que comecei a compor e tive minhas primeiras composições gravadas. Mas eu queria mais. A vontade de voar era forte, e eu decidi: “Vou embora…”.
Em 1978 fiz as malas e vim para São Paulo. Era inverno e eu quase fiz a viagem de volta. Cantei em vários bares da cidade até conhecer Lincoln Vieira, que gostou do meu trabalho de compositora e cantora, me levou para a gravadora Copacabana e me apresentou ao Mokarzel, diretor artístico na época. Fui contratada.

 

Aos nove anos

Aos nove anos, cantava pela primeira vez no palco do Cine São José de Afogados da Ingazeira/PE no concurso “A mais bela voz do Nordeste” ao lado de profissionais da região e tirei o segundo lugar.
Eu era tão criança que, quando fui me inscrever, a moça me olhou demoradamente e perguntou com ironia: “Estado civil ?…”. Fiquei emburrada, e quase desisti da carreira antes mesmo de começar.
Mas as minhas amigas não deixaram isso acontecer… Ainda bem !. Tempos depois, empolgada por ter agradado o público Afogadense, resolvi enlouquecer minha mãe pedindo um violão.
Apesar das dificuldades ela me deu esse presente. E eu não decepcionei. Aprendi a tocar, e nunca mais me separei do instrumento.

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Meu Primeiro disco

 

Pássaro Carente:
Foi gravado em 1980 em São Paulo e lançado em 1981. Os arranjos foram assinados por Eduardo Assad, José Briamonte e Aloísio Pontes .A música que mais se destacou foi “Súplica Cearense” de Gordurinha. “Pássaro Carente” da minha autoria, conta poeticamente a minha aventura de vir sozinha para São Paulo com o violão e muito sonho na bagagem.
Esse disco espalhou meu nome pelo Brasil inteiro e foi muito elogiado pela imprensa. Ele me deu o troféu “Disco Visão” como revelação da MPB, e a participação no projeto “Seis e meia” da Funarte no Rio de Janeiro ao lado de Wanda Sá, Danilo Caymmi, Nelson Ângelo, Novelli e André Dequech.

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O Marajoara

No início dos anos 70 com alguns colegas de escola e sob a regência do maestro Dinamérico Lopes (Seu Dino) formamos o primeiro conjunto musical da cidade: ” Os Unidos ”
Ali, pude desenvolver mais o violão, e aprimorar o canto. Nós animávamos os bailes locais e regionais, cantando sucessos que iam de Roberto Carlos à Tina Charles.

Foi durante um desses bailes que fui convidada a integrar o super conjunto Marajoara da cidade de Sertânia, o mais requisitado na época em Pernambuco e nos estados vizinhos. (Piauí, Paraíba, Ceará, Bahia…).
É claro que aceitei o convite e passei a integrar o conjunto em 1974.
Foram muitas viagens, muitos bailes e me tornei conhecida como “Paizinha do Marajoara”. Por isso que hoje, quando alguém me chama de Paizinha, tenho certeza que dançou muito ao som dos Unidos e do Marajoara.
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